Cursos para Arquitetura e Design de Interiores

Novidades sobre o mundo 3D, CAD e BIM

Seu site ( ou outros trabalhos de design) não é para você!


Olá! Se você for novo aqui, que tal
assinar
nosso feed de RSS
para ficar sempre por dentro das
atualizações do Design.Blog? Aproveite e participe do Forum de Design!

Não é raro os web designers lidarem com clientes que tratam eles como “pixel pushers*” em vez de “criadores”. Tudo bem: as vezes temos que dar o braço a torcer e aceitar algumas demandas dos clientes. Mas, clientes, acreditem: 99% das vezes nós sabemos o que estamos fazendo.

seusite01

Uma das coisas coisas que designers deveriam saber (sei que muitos nunca sequer estudaram nada além de Photoshop e Dreamweaver) é o que um público gostaria. Afinal de contas, um site é feito para as pessoas que o acessam, e não a gosto de quem paga. Pelo menos não em grande parte.

Quando você quiser construir sua casa, você chama um arquiteto. Ele não vai criar a casa inteira para você sem você palpitar quantos cômodos ela terá, a disposição de cada um, quantos andares, etc. Mas obviamente, está na obrigação no arquiteto informar que um banheiro dentro da cozinha não é boa idéia (por exemplo), ou que uma jacuzzi dentro do escritório não é algo inteligente a se fazer. Claro que ele não vai dizer “não faça”, mas sim lhe dar os motivos pelos quais não é no melhor interesse do cliente pagante.

E quando meu cliente não aceita minhas sugestões?

Perfeitamente comum você dar mil razões pelos quais vai ficar desagradável um site sem espaçamento nenhum entre informações, e mesmo assim o cliente insistir que você faça exatamente isto. O que fazer nessas horas?

asdfFoi assim que o cliente pediu, fazer o que?

Realmente, não há o que ser feito. Você tem duas opções, nenhuma delas agradável: decidir que está na hora de demitir seu cliente, perder a grana que você iria ganhar mas manter sua dignidade ou fazer qualquer coisa que ele pedir, pegar o dinheiro e simplesmente negar até a morte que você tenha feito aquilo.

Mas antes de partir para a ignorância, explique da melhor maneira possível o seguinte ao seu cliente: “Seu site tem um público alvo X. Este público alvo X é que vai estar acessando seu site. Quem acessa seu site é o que importa para você, pois sem um público seu site será apenas uma página vagando na internet. A melhor maneira de se ter um público constante é seguindo algumas premissas básicas: conteúdo interessante, um design que favorece o conteúdo, e conteúdo atualizado. Conteúdo é rei. Ofuscando o conteúdo, ou fazendo ele parecer menos importante que a sua biografia na lateral sobre, que você insiste que fique piscando dentro de uma caixa vermelha com letras amarelas, os seus visitantes vão perder o interesse. Acredite em mim, eu trabalho com isto.”.

Ele falou que é ELE que tá pagando

Se ele não aceita ser educado, é por que ele é (por falta de uma definição melhor) cabeça-dura. É impossível manter uma conversa sensata com algumas pessoas. Já tentou falar com algumas pessoas de mente fechada** sobre Darwinismo? Você pode mostrar um dinossauro vivo na frente dele, o dinossauro pode arrancar a perna dele fora e mesmo assim ele não vai aceitar o seu ponto de vista.

Se seu cliente não aceitar que você trabalha com isto e sabe o que é o melhor para ele, desista de convencer ele do contrário. Pessoas com mentes fechadas não vão a lugar nenhum, e o melhor que você pode fazer é se afastar delas.

Finalizo com uma frase de Paul Boag, autor do artigo que inspirou este:

“Se você quer obter o máximo de aproveitamento da sua equipe de web, dê problemas a eles e não soluções. Por exemplo, se você está criando um site direcionado a garotas adolescentes e o designer escolhe o azul corporativo, sugira que o público alvo pode não responder bem a essa cor. Não fale pra ele mudar para rosa. Deste jeito, o designer tem a liberdade para achar uma solução que pode ser até melhor que a sua escolha. Você deixou o designer resolver o problema que você apresentou”.

O que você faz quando um cliente decide tudo que você precisa fazer, mesmo quando o que ele quer contradiz o que você aprendeu como “certo”?

* – “Pixel pushers” ou “empurradores de pixels” é uma definição atribuída a web designers cujos clientes definem como eles deveriam trabalhar: ditando quais cores utilizar num site, sua diagramação, etc, não deixando que o web designer aplique seus conhecimentos da área.
** – Texto alterado pois tem gente que se ofende com qualquer besteira.

Gostou do artigo?

Aproveite então para assinar nosso feed RSS ou seguir o Design Blog no Twitter para sempre ficar ligado nas novidades no mundo do design!

Artigos relacionados

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 2 de fevereiro de 2010 por em Marketing de serviços e marcado , , , .
%d blogueiros gostam disto: